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Fotoprotetores são essenciais após procedimentos estéticos

Farmacêuticos Estetas devem indicar o uso correto de fotoprotetores a pacientes submetidos a tratamentos estéticos

Eles são fundamentais na rotina diária de pessoas com todos os tipos de pele, mas você sabia que os fotoprotetores também são essenciais após a realização de procedimentos estéticos? Eles são uma extensão dos cuidados com o procedimento realizado, seja um clareamento, tratamentos de rugas ou linhas de expressão, redução de cicatrizes de acne ou hidratação.

Em todos os casos, o não uso ou o uso incorreto do fotoprotetor significa que, independente do procedimento realizado, o paciente não terá o benefício completo. A fotoproteção previne a degradação das fibras de colágeno e elastina, por meio da inibição da formação de enzimas conhecidas como Metaloproteínases de Matrix (MMP), reduz a formação de radicais livres, previne o aparecimento de manchas e mantém a barreira da pele mais coesa evitando a desidratação.

A aplicação de toxina botulínica, por exemplo, é um dos procedimentos em que a ausência de fotoproteção pode comprometer o resultado final de tratamento. Se o paciente procura um tratamento estético de nada adianta realiza-lo e continuar agredindo a pele com excesso de radiação.

Fotoprotetores disponíveis no mercado

Você pode indicar um fotoprotetor industrializado ou um fotoprotetor manipulado. Você deve estar se perguntando qual seria a opção correta e a resposta é: as duas opções estão corretas, mas somente quando você conhece o que está indicando e quando os produtos são formulados corretamente.

Atualmente, os fotoprotetores no Brasil são muito bem formulados, tanto os industrializados, como os manipulados. Isso porque a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) publicou em 2012 a RDC 30, que exige testes específicos para fotoprotetores que garantam proteção contra os raios UVB e UVA.

Filtros industrializados: As formulações estão cada vez mais agradáveis ao tato, o que favorece a aplicação da quantidade adequada, pois sabemos que os consumidores economizam na quantidade e muitas vezes não estão totalmente protegidos. O ponto negativo é que não é possível escolher todos os componentes e alguns são prejudiciais para alguns tipos de pele.

Filtros manipulados: a principal vantagem do filtro manipulado é a possibilidade de ser formulado sem os ingredientes indesejados e com sensorial adequado para a pele de cada paciente garantindo um produto mais compatível.

Cuidados na aplicação

Alguns cuidados devem ser levados em consideração antes de aplicar um fotoprotetor após procedimentos estéticos. Produtos com alta concentração de álcool não são recomendados, pois podem ocasionar ardência na pele do paciente. Após a técnica do microagulhamento, na qual são utilizadas agulhas que podem aumentar a permeação de substâncias, não é indicado o uso imediato de fotoprotetores, com o intuito de evitar a permeação dos componentes dos produtos.

Orientação fundamental 

É fundamental que o farmacêutico esteta indique o uso correto do produto em relação à quantidade aplicada, caso contrário, o resultado do tratamento pode ficar comprometido. Um estudo comprovou que, quando aplicado incorretamente, um fotoprotetor com FPS 30 pode cair para FPS 8.8. Dessa forma, é importante que o profissional oriente seu paciente a aplicar corretamente e reaplicar o filtro sempre que necessário, após sudorese intensa ou conforme indicado na rotulagem.

Pós Farmácia Estética
Assessoria de Imprensa | Blog Farmácia Estética
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