A farmacêutica esteta, Dra. Fabiana Bellini Coppetti realizou uma pesquisa sobre a substância desoxicolato de sódio e sua eficácia no uso na gordura localizada. O estudo foi feito como Trabalho de Conclusão de Curso para o Nepuga (Núcleo de Estudos Dra. Ana Carolina Puga) da turma de Porto Alegre 5.

De acordo com a pesquisa, as injeções de desoxicolato de sódio atualmente vem sendo muito utilizadas como opção de processos não invasivos para redução da gordura localizada.

Um dos apontamentos do material diz que o uso do desoxicolato de sódio é eficaz no tratamento da gordura localizada em pessoas com índice de massa corporal (IMC) de 30, podendo ser uma alternativa ao tratamento cirúrgico apresentando segurança e eficácia ao longo do prazo e tolerabilidade aceitável.

Locais onde a substância é comumente aplicada

As injeções de fosfatidilcolina e desoxicolato  são comumente aplicadas no abdômen, coxas, nádegas, braços e pescoço. A segurança e eficácia desta abordagem é incerta. O levantamento mostra que estudos realizados confirmaram que o tratamento de Fosfatilcolina e Desoxicolato associados, reduz depósitos de tecido adiposo locais reduzindo seu volume e espessura, aumenta a inflamação do tecido e reduz a massa de gordura por necrose dos adipócitos sem efeitos adversos graves em mulheres adultas saudáveis.

Como o procedimento é realizado

O Desoxicolato quando injetado por via subcutânea, perturba fisicamente as membranas celulares de adipócitos causando adipocitólise focal, destruindo as células de gordura, como mostrado em seus estudos in vivo e in vitro. A adipocitólise resultante provoca uma inflamação leve no local fazendo com que os macrófagos sejam atraídos para a área e englobem as células lisadas. Sua atividade é atenuada em tecidos ricos em proteínas, tais como a pele, músculo, e vasos sanguíneos, diminuindo assim o risco de necrose desses tecidos e aumentando a margem de segurança das áreas afetada.

Desta forma a substância pode ser uma alternativa ao tratamento cirúrgico para reduzir a gordura localizada, porque a sua segurança e eficácia de longo prazo na redução da gordura foram mostrados, com tolerabilidade aceitável, tornando-se uma alternativa à cirurgia para pacientes que desejam melhorar sua aparência e sua autoestima.

Para acessar a pesquisa completa da Dra. Fabiana basta clicar aqui.

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9 COMENTÁRIOS

  1. Preciso saber algumas considerações:
    Se estaria correto meu raciocínio e esclarecimentos sobre Deoxicolato de Sódio e ácido Deoxicolico
    ANTES de comparamos os dois, vamos começar lembrando que ambos são DETERGENTES em nosso organismo e agem se ligando a membrana celular, desestabilizando-a e rompendo a mesma! Com isso temos a liberação e dissolução de “tudo que for” lipossolúvel na área!
    A forma ÁCIDA é mais potente que a forma SÓDICA!
    Para simplificar, a forma sódica terá sua estrutura modificado após a primeira ligação com a célula e perderá sua ação! A forma ÁCIDA é capaz de ligar-se a varias células e continuar “destruindo” membranas por tempo variável para cada indivíduo!
    A controvérsia está em algumas Vigilâncias Sanitárias específicas e não com a ANVISA!
    Estão confundindo o LIPOSTABIL (que era uma formulação específica) com o ácido desoxi!
    Nenhuma das duas formas é proibida! Os FORNECEDORES são cadastrados na ANVISA e as duas matérias primas são registraras no site da ANVISA como substâncias Farmacéuticas! Com registro e números de registro como manda a lei!
    O desoxicolato a 1% é a forma sódica e menos agressiva
    Da mesma forma, o desoxicolato não se transforma na forma ácida no organismo! Pois ele se desestrutura e viram metabolitos quimicos
    Na verdade 1% para o ácido era alta mesmo! O Kybella resolveu colocar nesta concentração e todas fizeram na mesma.
    Portanto a falha se deve ao protocolo de aplicação equivocado do que na utilização do fármaco.
    Divergências entre profissionais deve-se técnica, a aplicação somente na gordura.
    Os problemas iniciaram na Vigilância de Goiânia depois no Rio.
    Por isso a polêmica está equivocada no Fármaco, acredito uma perda de tempo, no entanto isto pode ser revertido, assim que ANVISA corrigir e esclarecer aos profissionais e vigilâncias sanitárias dos Estados.

    Da mesma forma qual a justificativa técnico farmaceutica para utilização do Deoxycholate? Onde posso encontrar o artigo para utilização Deoxycholate?

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