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Farmacêuticos sofrem com assaltos a drogarias em São Paulo

Quadrilhas agem com extrema agilidade em roubos de medicamentos e Farmacêuticos sofrem com assaltos a drogarias em São Paulo.
Rafael Alves
20 março, 2024

Quadrilhas especializadas em roubos de medicamentos caros estão agindo por toda a cidade de São Paulo levando preocupação e medo para os moradores. Os casos, que acontecem geralmente no período noturno, são realizados de maneira ágil e rápida pelos assaltantes e com isso, os Farmacêuticos sofrem com assaltos a drogarias causando traumas psicológicos e físicos aos funcionários. 

Quadrilhas roubam medicamentos e farmacêuticos sofrem com assaltos na grande São Paulo

Diversas drogarias enfrentam uma série de assaltos com quadrilhas especializadas em roubar remédios caros, principalmente os utilizados para emagrecimento. De acordo com a Polícia Civil, tais medicamentos são vendidos posteriormente pela internet com o preço muito abaixo do mercado, e em muitos casos, sem prescrição médica e decorrente do mau armazenamento, chegam a perder suas propriedades. 

Em uma ação policial ocorrida recentemente, um dos receptadores desses remédios foi detido com uma grande quantidade de produtos que seriam aproveitados para a venda. 

Foto: reprodução Polícia Civil

O que chamou a atenção dos agentes de segurança foi a eficiência e agilidade com que os criminosos cometeram os delitos. Os assaltos ocorriam rapidamente e com vasto conhecimento do funcionamento interno das farmácias. Ao chegar no local, os homens se encaminharam diretamente para medicamentos específicos, como os de emagrecimento, psiquiátricos, inclusive aos destinados aos transtornos de déficit de atenção com alto valor no mercado.

Foto: Polícia Civil

Na capital são diferentes as regiões envolvidas, destacando os casos no Centro, Zona Leste e Zona Norte e pelo menos oito ocorrências na Zona Sul. A audácia dos assaltantes é tão grande que a mesma drogaria foi assaltada duas vezes pela mesma dupla, segundo investigações.

Além do prejuízo financeiro, há preocupações quanto à eficácia dos medicamentos roubados, pois podem ser armazenados inadequadamente pelos criminosos antes de serem vendidos na internet por valores mais baixos. Isso levanta questões sobre a segurança e a qualidade desses produtos para os consumidores.

Renata Pereira, presidente do Sindicato dos Farmacêuticos de São Paulo, ressalta a falta de medidas preventivas e de suporte para os trabalhadores após esses eventos violentos, enfatizando a necessidade de apoio psicológico para os funcionários afetados.

Investigações apontaram que uma das funcionárias de uma farmácia assaltada esteve envolvida nos roubos. De acordo com o delegado responsável pelas investigações, a funcionária, suposta vítima, teria um relacionamento com um dos assaltantes e repassava informações para o mesmo. 

Assaltos a drogarias também foram registrados no interior do estado

No interior do Estado, em São José do Rio Preto, uma drogaria também sofreu com a ação de criminosos no fim de 2023. Em novembro do ano passado, um grupo de mulheres invadiu um estabelecimento no bairro Jardim Walkiria, também no período da noite, e enquanto uma delas distraía a farmacêutica, alegando que tinham um machucado na parte íntima, as outras furtavam medicamentos da prateleira. Enquanto o atendimento ocorria em uma das salas no fundo da farmácia, as outras aproveitavam para roubar os medicamentos. 

Farmacêuticos sofrem com assaltos
Imagem: Reprodução/câmera de segurança

No dia seguinte a este ocorrido, outra queixa foi registrada em outro bairro da cidade. No bairro Cidade Jardim, os funcionários informaram à polícia que três mulheres também entraram e furtaram alguns itens. Nenhuma delas havia sido presa. 

“Me levaram para o fundo da farmácia e me mandaram ficar quieta” – Farmacêutica revela trauma durante expediente

Tais acontecimentos causam preocupação para os farmacêuticos que atuam em drogarias. A necessidade financeira faz com que muitos profissionais estejam atuando em plantões e realizando escalas em horários noturnos, o que gera mais desconfiança em relação a segurança dos estabelecimentos e pessoal. 

Marcela Amanda Neves Sebastião, Farmacêutica esteta, residente em Pontal (SP), também foi uma das vítimas de assaltos a drogarias por duas vezes na sua cidade.  

Ela conta que o primeiro assalto aconteceu no início da