Você sabia que há mais de 10 anos os Estados Unidos faz Modulação Hormonal com Bioidênticos (MHB)? E acredite, lá ela é muito bem aceita, receitada e indicada por todos os profissionais da área da saúde.

Felizmente, no Brasil, não há impedimento legal ou qualquer lei federal e/ou estadual que impeça a prática de reposição hormonal com bioidênticos, mas as pessoas ainda têm dúvidas sobre esse tipo de modulação hormonal.

Afinal, o que as agências de saúde dos Estados Unidos e do Brasil falam sobre a atuação profissional com o uso dos hormônios bioidênticos?

Começamos pelos EUA. O Food and Drug Administration (FDA), é um dos principais órgãos governamentais dos Estados Unidos e é o responsável pelo controle de alimentos, suplementos alimentares, medicamentos, etc. O órgão não se manifesta contra a reposição de hormônios bioidênticos realizada por todos e quaisquer profissionais da saúde em benefício da população norte-americana.

Aqui no Brasil, a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) também não posiciona nenhum impedimento à prática por parte dos profissionais da saúde, pois tal competência é exclusiva aos seus respectivos Conselho de Classe. Portanto, toda profissão da saúde no Brasil como biomedicina, medicina e outras têm plena liberdade de reconhecer se seus profissionais podem ou não atuar com hormônios bioidênticos.

Como os hormônios bioidênticos são vistos pelo FDA e pela ANVISA?

O FDA não se manifesta contra os bioidênticos e garante que nenhum estudo de longo prazo foi feito a ponto de afirmar qualquer efeito adverso na modulação hormonal com bioidêntico. Eles apenas alertam que, qualquer pessoa que faça o uso desta terapia, quando indicada pelo seu profissional da saúde de confiança, deve se atentar a dose e ao tempo de uso, assim como qualquer outro medicamento. Também devemos ressaltar que, nos Estados Unidos os hormônios bioidênticos são feitos em farmácias de manipulação e não possuem obrigação de registro e/ou o mesmo tipo de controle de qualidade dos medicamentos industriais vendidos em farmácia sob prescrição controlada.

No Brasil, a ANVISA também não se manifesta contra, exatamente pelos hormônios bioidênticos se tratarem de medicamentos manipulados e, de acordo com a RDC 64 das Farmácias de Manipulação, por não serem consideradas moléculas patenteáveis e por serem moléculas idênticas produzidas pelo organismo humano, os hormônios bioidênticos não necessitam de registro, refutando qualquer alegação que desqualifica sua procedência e eficácia.

É importante destacar que, para a Anvisa reconhecer um medicamento e emitir seu registro, depende de como o mesmo foi obtido: por rota sintética, rota biotecnológica ou por extração. Só então, e se estiver de acordo com a legislação vigente, existem categorias que definirão o registro dos remédios manipulados em questão como medicamento biológico, sintético, correlato, etc. Aliás, vale lembrar também que todas essas categorias de remédios já são utilizadas e prescritas por biomédicos estetas (como toxina botulínica, peelings e o ácido hialurônico).

Afinal, modulação hormonal com bioidênticos faz bem ou mal à saúde do paciente?

De acordo com o FDA, nos Estados Unidos não existem estudos científicos suficientes (e em nenhuma parte do mundo) para determinar se esse tipo de modulação é prejudicial à saúde das pessoas, então eles não têm contraindicação.

Além disso, as farmácias americanas que são autorizadas a manipular os hormônios bioidênticos são governadas pelo FDA, onde automaticamente já garante a segurança e qualidade deles.

No Brasil, seguimos a mesma tese. Os órgãos de saúde brasileiro não proíbem o uso, nem a indicação e/ou manipulação de hormônios bioidênticos, se não o proíbem é porque eles não há indícios conclusivos que prejudicam a saúde.

Como é a aceitação dos hormônios bioidênticos pelas Associações Multiprofissionais nos Estados Unidos?

A American Academy of Antiaging Medicine (A4M), uma das academias mais respeitadas nos EUA e no mundo, garante que o antienvelhecimento é o auge da biotecnologia e que ela se juntou com a saúde funcional para beneficiar o paciente saudável e que esta especialidade é fundada sobre aplicações científicas avançadas para a detecção precoce de patologias, além de prevenção, tratamento e reversão da disfunções e distúrbios relacionados à idade.

O Dr. Adherbal Neto, especialista há 14 anos na área de saúde estética e em hormônios bioidênticos, além de um dos membros da American Academy of Medical Esthetic Professionals (AAMEP), disse, em uma entrevista concedida à Dra. Ana Carolina Puga, presidente da Sociedade Brasileira de Biomedicina Estética e Antienvelhecimento (SBBME), que o uso de hormônios bioidênticos e vitaminas injetáveis está sendo usados nos EUA para tratar o paciente de dentro para fora.

Como as Associações Brasileiras enxergam a Modulação Hormonal com Bioidênticos (MHB)?

Assim como nos EUA, aqui no Brasil, acredita-se que por questões políticas e econômicas, as Associações Médicas conservadoras emitem pareceres alegando que a prática dos hormônios bioidênticos é prejudicial à saúde sem quaisquer fundamentações científicas credíveis.

Uma vez que nem os Estados Unidos, o país da ciência mais avançada no mundo, pode determinar que tal prática de terapia de reposição hormonal não é salutar, baseada em quê uma associação e sociedade médica brasileira têm condições de afirmar que o uso de hormônios bioidênticos não é seguro ou tem a credibilidade duvidosa?

Em contrapartida a essas ideologias sem ou quase nenhum fundamento, existem as associações médicas brasileiras e associações multiprofissões da saúde que estão surgindo nesta área de atuação e que correspondem a uma atitude de vanguarda. Elas apresentam diversos benefícios salutares quanto ao uso da terapia hormonal bioidêntica com inúmeros indícios científicos de que são tratamentos seguros e que irão combater o envelhecimento precoce, adiando o surgimento de doenças relacionadas a idade como também à ida em médicos especialistas, hospitais e o uso de medicamentos tradicionais que causam diversos efeitos colaterais em cascata.

A Sociedade Brasileira para o Estudo do Envelhecimento (SOBRAE) explicita que é possível ter um envelhecimento bem sucedido só que para isso é preciso ter uma estratégia multidisciplinar e multiprofissional ampla, ou seja, métodos preventivos.

Também podemos citar com propriedade que a Sociedade Brasileira de Biomedicina Estética (SBBME) acredita e investe na modulação com hormônios bioidênticos por saber que elas são iguais aos hormônios produzidos em nosso organismo e que colaboram para que as pessoas tenham mais saúde e menos desgastes físicos e emocionais com patologias.

E a aceitação das terapias com hormônios bioidênticos entre a população brasileira e americana?

A cada dia, a população brasileira desperta maior interesse nas terapias e modulações de hormônios bioidênticos como uma grande alternativa, afinal, os tratamentos médicos tradicionais e atuais, são métodos caros e ineficientes.

Quanto a população norte-americana, há muitos anos existe uma grande confiança nos profissionais da saúde que atuam nessa área. Inclusive, eles são até mais procurados pela população quando ela deseja buscar tratamentos preventivos. O médico nos EUA só é procurado para tratar de doenças com um grau de complexidade maior.

Agora se pergunte: Será que não está na hora de nós, profissionais brasileiros que realmente se preocupam com a saúde da população, investir em métodos de qualidade de vida para as pessoas, ao invés de só tratar doenças depois que elas surgem e de forma convencional?

E a população, ao contrário de tomar um remédio que vai curar o seu problema momentâneo, e que infelizmente vai interferir no aparecimento de outras patologias, comece a fazer o uso de técnicas preventivas de doenças e tenha uma vida mais feliz junto de sua família com disposição para fazer o que gosta?

Com isso, a conclusão é que os brasileiros precisam de mais informações sobre as práticas do Antiaging e o uso de hormônios bioidênticos para terapias de reposição hormonal, para que se torne tão esclarecida como a população americana, onde essa prática já é realizada há mais de dez anos. Só com informação sobre o assunto conseguiremos educar as pessoas a procurarem esses tratamentos com os biomédicos especializados neste assunto.

Fonte: FDA Consumer Heath Information

Pós Graduação Envelhecimento Saudável e Antiaging

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