Dentistas são alvo de ação de médicos pelo uso de toxina botulínica e preenchedores

A odontologia estética, ou seja, a harmonização orofacial, é uma área ainda recente, mas que vem ganhando espaço. Sabendo disso os cirurgiões plásticos da Sociedade Brasileira de Cirurgia Plástica (SBCP) correram para tentar deter esse crescimento, e brigam na justiça contra os dentistas pela exclusividade dos procedimentos estéticos.

Hoje irá acontecer uma das audiências do processo que a SBCP move contra o Conselho Federal de Odontologia (CFO), o objetivo da ação é impedir os efeitos da Resolução 176/2016, que regulariza o uso da toxina botulínica e dos preenchedores faciais pelo cirurgião dentista.

Outro processo? Ou o mesmo processo apenas com outro alvo?

Os médicos estão tentando a todo custo desqualificar qualquer profissional que entre na área da saúde estética, fato comprovado através dos diversos processos que tramitaram e tramitam na justiça contra os biomédicos, enfermeiros, farmacêuticos e agora os dentistas.

Se compararmos o texto de todos esses processos veremos as mesmas alegações, a primeira delas é a formação profissional. Eles alegam que os outros profissionais da saúde, não se especializam na realização destes procedimentos.

Mas podemos constatar que o que acontece é o inverso: os cirurgiões plásticos e dermatologistas tem anos de formação, mas não são focados em estética, como é o caso dos cirurgiões dentistas especialistas em harmonização facial e os farmacêuticos estetas que realizam cursos de especialização com horas intensas voltadas apenas para a realização de procedimentos estéticos.

Outro fator que é sempre levantado nestes processos é a falta de preparação destes profissionais caso aconteça alguma complicação decorrente do procedimento, o que raramente acontece ou nunca acontece, já que não temos conhecimento sobre esses erros que eles tanto falam.

Essa alegação se torna infundada quando paramos para analisar que, nem os próprios cirurgiões plásticos podem reverter uma complicação sozinhos, para isso seria necessário uma equipe multidisciplinar de plantão ao lado de todo o profissional que realizasse um procedimento estético.

Portanto, este é mais um processo que tramita e trava a justiça do país. Juízes de diversas cidades perdem tempo analisando esses processos, que objetivam apenas a reserva de mercado, o lucro de uma classe em detrimento ao poder de escolha da população. Mais uma ação que demonstra o desespero dos cirurgiões plásticos e dermatologistas que estão perdendo cada vez mais espaço no mercado.

Pós Farmácia Estética

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